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Escritor português João Tordo lança livro em Brasília

O autor, que em 2009 venceu o Prémio Literário José Saramago, irá apresentar na Embaixada de Portugal a 19 de abril o livro "Biografia involuntária dos amantes", publicado no Brasil pela Companhia das Letras.

Escritor português João Tordo lança livro em Brasília

O autor, que em 2009 venceu o Prémio Literário José Saramago, irá apresentar na Embaixada de Portugal a 19 de abril o livro "Biografia involuntária dos amantes", publicado no Brasil pela Companhia das Letras.

Brasília – A Embaixada de Portugal, o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e a Companhia das Letras promovem a 19 de abril o lançamento do livro “Biografia involuntária dos amantes”, do escritor português João Tordo.

A apresentação e sessão de autógrafos, com o autor, será no dia 19 de abril (quarta-feira) às 19h, no auditório do Camões na Embaixada de Portugal (SES – Avenida das Nações, Quadra 801, Lote 02 – Brasília – DF). A entrada para o evento é gratuita e os livros estarão à venda no local.

João Tordo nasceu em Lisboa em 1975. Formado em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa, trabalhou como jornalista freelancer em vários jornais. Viveu em Londres e nos Estados Unidos. Em 2009 venceu o Prémio Literário José Saramago 2009 com As Três Vidas (2008), tendo sido finalista, com o mesmo romance, do Prémio Portugal Telecom, em 2011.

Com o romance O Bom Inverno foi finalista do Prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores (2011) e do Prémio Fernando Namora (2011); a tradução francesa integrou os finalistas da 6.ª edição do Prémio Literário Europeu.

Os seus livros estão publicados em vários países, incluindo França, Itália, Alemanha, Hungria e Brasil. Em 2015 publicou dois romances: O Luto de Elias Gro e O Paraíso Segundo Lars D., os dois primeiros volumes de uma trilogia.

Sobre o livro

Numa estrada adormecida da Galiza, dois homens atropelam um javali. A visão do animal morto na estrada levará um deles — Saldaña Paris, um jovem poeta mexicano de olhos azuis inquietos — a puxar o primeiro fio do novelo da sua vida. Instigado pelas confissões desconjuntadas do poeta, o seu companheiro de viagem — um professor universitário divorciado — irá tentar descobrir o que está por trás da persistente melancolia de Saldaña Paris.

A viagem de descoberta começa com a leitura de um manuscrito da autoria da ex-mulher do mexicano, Teresa, que morreu há pouco tempo e marcou a vida do poeta como um ferro em brasa. O narrador não poderia adivinhar (porque nunca podemos saber as verdadeiras consequências dos nossos actos) que a leitura desse manuscrito teria o mesmo efeito sobre a sua vida.

As páginas escritas por Teresa revelam a sua adolescência no seio de uma família portuguesa contaminada pela desilusão: um pai ausente e alcoólico, um tio aventureiro e misterioso, uma mãe demasiado protectora. Mas o que ressalta com maior vivacidade daquelas páginas é o relato enternecedor do seu primeiro amor, ao mesmo tempo que começam a insinuar-se na sua vida realidades grotescas e brutais. Confrontado pela primeira vez com a suspeita dessa terrível possibilidade, Saldaña Paris mergulha numa depressão profunda. Determinado em libertar o amigo do poder corrosivo do mal, o nosso narrador compõe então, peça a peça, a biografia involuntária dos dois amantes. Uma biografia que passa pelo desvelar do passado, para que este não contamine irremediavelmente o futuro.

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Escrito por: webmaster

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