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Guineenses assinam petição para regresso de ex-dirigentes exilados

Mais de 60 mil cidadãos da Guiné-Bissau assinaram uma petição que exige a criação de condições para o regresso ao país dos ex-dirigentes a viver no estrangeiro por questões políticas, segundo o coordenador do movimento.


Portugal Digital, com agência


Mais de 60 mil cidadãos da Guiné-Bissau assinaram uma petição que exige a criação de condições para o regresso ao país dos ex-dirigentes a viver no estrangeiro por questões políticas, segundo o coordenador do movimento.

Os resultados da recolha de assinaturas para a petição pública foram divulgados, sexta-feira (14),  pelo antigo ministro guineense do Interior Fernando Gomes, coordenador de um movimento de cidadãos que quer o regresso de ex-dirigentes, atualmente a viver em Cabo Verde e Portugal, informa a agência Lusa.

Entre os guineenses subscritores, destacam-se o presidente José Mário Vaz, o líder do parlamento, Cipriano Cassamá, o primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, líderes partidários, além de cidadãos anónimos.

Segundo Fernando Gomes, os promotores da petição tinham como objetivo a recolha de 50 mil assinaturas, mas já foram reunidas mais de 60 mil, até hoje, mesmo sem contar com a adesão da comunidade guineense na diáspora.

Instabilidade e crises

O movimento liderado por Fernando Gomes vai agora entregar os resultados da petição pública aos atuais dirigentes do país e aos representantes da comunidade internacional, exigindo que se criem condições de segurança para o regresso dos antigos responsáveis.

Vários ex-dirigentes guineenses encontram-se a residir no estrangeiro, na sequência de convulsões político-militares, nomeadamente os ex-primeiros-ministros Francisco Fadul e Carlos Gomes Júnior, o antigo presidente interino do país Raimundo Pereira e o líder partidário Iancuba Indjai.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos, através do dirigente Vitorino Indeque, associou-se à iniciativa e hoje assistiu à conferência de imprensa de apresentação dos resultados da petição, para expressar a sua solidariedade à causa.

Segundo Vitorino Indeque, a Liga entende que todos os cidadãos devem poder viver e trabalhar no seu país, “sem quaisquer restrições de ordem política”, sublinhou.

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Escrito por: Portugal Digital

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