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Análise ao ADN de Colombo tenta resolver mistério sobre origem do descobridor

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Os restos mortais de Cristóvão Colombo, que estão em Granada, sul de Espanha, começam hoje a ser analisados para tentar resolver o mistério em redor da sua origem, que, segundo uma teoria, poderia ser portuguesa.


Portugal Digital com Lusa


No dia em que se cumprem 515 anos da sua morte, o alegado esqueleto do navegador e explorador responsável por liderar a frota que alcançou o continente americano em 1492 será hoje retirado de uma sala blindada na Universidade de Granada para ser analisado.

Várias mostras serão em seguida transferidas com escolta policial para serem analisadas em diferentes laboratórios de identificação genética na Europa (Espanha e Itália) e América (EUA e México).

Fonte da equipa de investigação disse à agência Lusa que se trata de um projeto internacional que chega à sua fase final com o estudo do ADN de Colombo, cujos resultados poderiam mudar os livros de história.

“Queremos confirmar a origem de Cristóvão Colombo […] e para isso queremos ter o maior número possível de dados objetivos para chegar a uma conclusão que pode ser diferente da atual sobre a sua origem”, disse José Antonio Lorente, catedrático de Medicina Forense da Universidade de Granada.

Na conferência de imprensa que teve lugar esta manhã em Granada, José Antonio Lorente acrescentou que “há mistérios e interrogações que não encaixam na teoria dominante” sobre as origens do descobridor.

A equipa de investigadores pretende apresentar em 12 de outubro os resultados deste “grande projeto”.

A corrente dominante de historiadores afirma que Colombo era filho de uma família de tecelões de Génova (Itália), mas numerosas teorias têm questionado a sua verdadeira origem.

Algumas delas apontam as suas origens para vários locais de Espanha (Valência, Catalunha, Galiza, Navarra ou Maiorca), mas muitas outras indicam lugares em Portugal, Croácia e até Polónia.

De acordo com a equipa de investigação, a análise genética que será realizada nos próximos meses poderá ser a peça fundamental que irá unificar todos os ramos do trabalho e permitir saber um pouco mais sobre a vida do navegador que é considerado por muitos como o descobridor da América.

O projeto foi apresentado esta manhã na Universidade de Navarra e da parte da tarde vai ser dada oportunidade aos estudiosos das diversas teorias sobre as origens do explorador de defenderem as suas teses.

Fernando Branco, professor no Instituto Superior Técnico, de Lisboa, e membro da Academia Portuguesa de História irá defender que Cristóvão Colombo se chamava Pedro Ataíde e era um corsário português.

Outros oradores serão José Mattos e Silva e o irmão, António Mattos e Silva que acreditam que Colombo era o filho bastardo da princesa Leonor de Aviz e de João Menezes da Silva.

A televisão pública espanhola (RTVE) e a produtora Story Producciones estão a preparar um documentário e uma mini-série que esperam estar finalizado antes do fim do ano sobre todo o percurso deste projeto.

Cristóvão de Colombo terá nascido em Génova (Itália), entre 22 de agosto e 31 de outubro de 1451, e faleceu em Valladolid (Espanha) em 20 de maio de 1506.

É conhecido como tendo sido o navegador e explorador responsável por liderar a frota que alcançou o continente americano, em 12 de outubro de 1492, sob as ordens dos Reis Católicos de Espanha, no chamado descobrimento da América.

Colombo empreendeu a sua viagem através do Oceano Atlântico com o objetivo de atingir a Índia, tendo na realidade descoberto as ilhas das Caraíbas (Antilhas) e, mais tarde, a costa do Golfo do México.

O ácido desoxirribonucleico, mais conhecido por ADN, é o conjunto de moléculas que contêm informações genéticas que podem ser utilizadas para apurar com um certo grau de probabilidade a que grupo de indivíduos se pertence.


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