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Coluna do Metzker: Não acredito mais em Jesus

 

Como a maioria dos brasileiros, ontem fui dormir sorumbático e macambúzio por mais uma decepção no futebol. Não estava com ânimo para fazer essas piadinhas pós-jogo.


Márcio Metzker


Para não ter pesadelos com a lembrança dos avanços do gigantesco Lukáku sobre o nosso franzino Miranda, entornei umas talagadas do uísque 18 anos que estava guardando para comemorar a vitória na final da Copa.

Minha mulher até que procurou um chocolate belga no armário, mas foi o Brasil que quase encontrou um chocolate belga. Ainda bem que não fui para o convescote familiar de torcida uniformizada, vuvuzelas e berrantes. Não ficaria bem se minhas sobrinhas me ouvissem soltando os putaquepariu que berrei.

A principal culpa pela derrota, como todos sabem, é do Temer. Foi ele que não soube convocar o time, e teimou em manter o Gabriel Jesus no comando do ataque. Cês vão ver! Cês vão ver! Ninguém vai votar no Temer na próxima eleição. Quem tem um volante como o Fernandinho, não precisa dos adversários pra fazer gol na gente. E a crônica esportiva dizia que ele estava à altura do Casemiro. Quá, quá, quá! Li numa rede social fidedigna (como todas) que depois do jogo ele correu para pedir asilo político em Bruxelas.

O coitado do Tite, que estava sofrendo de labirintite (tanto que chegou a cair na comemoração de um dos nossos escassos gols), custou a se converter ao ateísmo e deixar de confiar naquele Jesus incapaz de operar o simples milagre de cutucar uma bola pra dentro. A culpa também é do cabeleireiro da seleção, que não se atreveu a tesourar as gaforinhas do Marcelo e do William. Eles ficaram pesados demais e incapazes de ter um pensamento criativo. Já o cabeleireiro pessoal do Neymar caprichou em mais um corte psicodélico. Se ele fizesse um gol a cada penteado, já estaríamos garantidos na final. Mas vamos dar um desconto ao craque. Aquele magrelão Fellatio grudou mais nele do que a Bruna Marquezine.

Agora precisamos esquecer nossa tristeza e dar um apoio ao Neymar, que não conseguiu ganhar a Copa, não será eleito o melhor jogador do ano e por isso pode ter problemas psicológicos. Tadinho dele! Vai dar um descanso em sua ilha de Angra dos Reis, e depois voltar para sua mansão na França e brincar com suas ferraris, lamborghinis e porsches. Só de birra, é capaz de pegar um helicóptero e fazer a loucura de jogar dez milhões de reais sobre a favela da Rocinha, só pra dar aos pobres brasileiros a alegria que não conseguiu dar nos gramados russos.

*Márcio Metzker, jornalista, vive em Belo Horizonte

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Escrito por: Portugal Digital

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