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Governo Bolsonaro prepara lançamento de rede de escolas militarizadas

O Ministério da Educação (MEC) deve anunciar nos próximos dias ações para ampliar o número de escolas “cívico-militares” no Brasil. “O Ministério da Educação buscará uma alternativa para a formação cultural das futuras gerações, pautada no civismo, na hierarquia, no respeito mútuo, sem qualquer tipo de ideologia”, segundo nota. 

Portugal Digital com Agência Brasil


Governo do Distrito Federal implanta projeto de ensino militar para os estudantes do ensino fundamental e médio em quatro escolas públicas do DF. Na foto, o Centro Educacional (CED) 308 do Recanto das Emas.Foto: Valter Campanato/ABr
Atualmente, o Brasil tem 120 escolas, em 17 estados,  a maior parte no estado de Goiás, com 50 estabelecimentos de ensino, de acordo com levantamento da Polícia Militar do Distrito Federal (DF), não incluindo as escolas públicas do Distrito Federal que estão a passar também por processo de “militarização”.
Em nota, no mês passado, o MEC – cujo titular, o ministro Ricardo Vélez Rodríguez, é muito contestado pelas seus posicionamentos reacionários – anunciou que o modelo se justifica pelos altos índices de criminalidade brasileiros. “O Ministério da Educação buscará uma alternativa para a formação cultural das futuras gerações, pautada no civismo, na hierarquia, no respeito mútuo, sem qualquer tipo de ideologia, tornando-os desta forma cidadãos conhecedores da realidade e críticos de fatos reais.”

De acordo com o ministério, são considerados também o desempenho positivo dessas escolas e os “elevados índices nas avaliações”.

O modelo de escola, segundo o MEC, “contará com a participação de vários segmentos da sociedade. Cada ente envolvido, dentro de sua esfera de competência, terá importância fundamental para a construção de um Brasil melhor. Essas unidades de ensino serão voltadas para as famílias que concordam com essa proposta educacional”. Para ser implementado, o modelo precisa da participação de estados e municípios.

Moral e cívica

Com a ampliação das escolas cívico-militares, voltou ao debate a inclusão da disciplina educação moral e cívica em sala de aula, que é defendida pelo ministro da Educação, Ricardo Vélez.  No Distrito Federal, nas escolas cívico-militares, haverá aula de ética e cidadania.

Sob o nome educação cívica, moral e física da infância e da juventude, a disciplina tornou-se obrigatória, em 1940, no governo de Getúlio Vargas, na época simpatizante do fascismo italiano de Mussolini. O objetivo era a formação de uma denominada “consciência patriótica”.

A disciplina viria a ser adotada de novo em 1969, durante a ditadura militar no Brasil. Instituída por decreto, tinha como objetivos a preservação, o fortalecimento e a projeção dos valores espirituais e éticos da nacionalidade;  culto à pátria, aos seus símbolos, tradições, instituições e aos grandes vultos de sua história; o aprimoramento do caráter, com apoio na moral, na dedicação à família e à comunidade, entre outros.

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Escrito por: Portugal Digital

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