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ONU alerta para impacto ambiental da produção de cacau

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Derrubada de florestas para novas plantações de cacau contribui para destruição de ecossistemas e erosão do solo. Toda a floresta tropical marfinense pode ser perdida até 2030.


Portugal Digital com ONU News


É no período da Páscoa que aumentam as encomendas de ovos e coelhos de chocolate em todo o mundo. Entretanto, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, é importante pensar sobre a origem desse produto e qual o seu impacto ambiental.

Segundo a agência, existem em torno de 5 milhões a 6 milhões de agricultores de cacau em todo o planeta. De acordo com a Organização Internacional do Cacau, em torno de 70% do produto do mundo é cultivado em pequenas propriedades.

O Pnuma chama a atenção para a dificuldade de monitorar, gerir e trabalhar com pequenos produtores, devido ao grande número desses trabalhadores.

A má gestão dos cacaueiros existentes leva à baixa produtividade e à derrubada de florestas para novas plantações. A atividade contribui para a destruição de ecossistemas, a perda da biodiversidade, a erosão do solo e a sedimentação em córregos.

Produção

A Cote d’Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, é o maior produtor de cacau do mundo e tem o maior contingente de pequenos produtores. Entretanto, o desmatamento permanece uma grande ameaça aos ecossistemas, sendo responsável pela perda de 64% das florestas do país entre 1990 e 2015.

De acordo com o Pnuma, se essa tendência continuar, a Costa do Marfim poderá perder toda a sua floresta tropical até 2030.

Segundo o oficial de programas para Sistemas Alimentares e Agricultura Sustentáveis da ONU Meio Ambiente, James Lomax, “o cacau é um fornecedor fundamental de meios de subsistência para milhões de pessoas no Oeste da África e a demanda por chocolate sempre será forte”.

Conscientização

O especialista destaca a importância do trabalho em conjunto da indústria e do governo para transformar o setor cacaueiro em um modelo sustentável e uma agricultura livre de desmatamento.

Segundo o representante, “empreendedores podem desempenhar um papel fantástico não apenas na oferta de chocolate de qualidade para que os marfinenses aproveitem, mas também na educação e na conscientização da atual situação na Costa do Marfim”.

De acordo com o Pnuma, fabricantes de chocolates da região estão cientes dos desafios na indústria e apoiam cada vez mais os pequenos agricultores locais a produzirem sementes orgânicas de cacau.


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Escrito por: Portugal Digital