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Temer e Aécio juntos contra a Lava Jato, segundo a PGR

Novas informações sobre alegado envolvimento do presidente do Brasil, Michel Temer, no escândalo político resultante da delação dos donos do grupo JBS, vieram a público nesta sexta-feira (19).


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Sede da Procuradoria Geral da República em Brasília                                                                   Foto:ValterCampanato/ABr

No pedido enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves, até quinta-feira presidente do PSDB, e contra o presidente da República, Michel Temer, do PMDB, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que os dois estavam articulados com o propósito de impedir o avanço das investigações contra corrupção, no âmbito da Operação Lava Jato.

“Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio de controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos”, afirma o procurador-geral no documento enviado ao STF.

De acordo com Janot, a Procuradoria-geral da República considera vislumbrar-se também, entre outros delitos, “a possível prática do crime de obstrução à Justiça”, passível de pena de prisão.

Além do presidente Temer e do senador Aécio Neves, entretanto afastado da atividade parlamentar por decisão do STF, a abertura de inquérito, assinada pelo ministro Edson Fachin, do STF, vai também investigar o deputado federal Rodrigo Rocha Loures, igualmente suspenso.

Rocha Loures, que desembarcou no início da manhã desta sexta-feira num voo proveniente de Nova York, é do PMDB e conhecido como um dos assessores mais próximos de Temer.

O deputado suspenso foi filmado pela Polícia Federal quando recebia um malote com 500 mil reais, que, de acordo com os investigadores,  seria o montante da primeira parcela de uma propina (semanal), a pagar durante 20 anos, em resultado de um suposto acordo intermediado pelo parlamentar, entre a JBS e a estatal de petróleos Petrobras.

Esta operação teria resultado, segundo as informações relativas às delações dos irmãos Wesley e Joesley Batista,  da conversa entre Wesley Batista e Michel Temer, durante encontro no Palácio Jaburu, residência oficial do presidente em Brasília.

Conforme os áudios já tornados públicos pelo STF, em resposta ao pedido de ajuda feito por Wesley Batista ao presidente Temer, durante esse encontro, o presidente da República indicou Rocha Loures como a pessoa certa para ajudar à realização das pretensões do dono da JBS.

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Escrito por: Portugal Digital

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